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sábado, 7 de agosto de 2010

Despertar inacabado


Eu andava, andava.. Pisava em estrelas, e quando eu terminava de dar meus passos, elas simplismente paravam de brilhar.. Mas eu continuava.. Aquele caminho era tão despreocupante.. Meus olhos eram distraídos por meteóros que não paravam de cair em planetas distantes.. Apavoradamente o que eu sabia fazer era sorrir, e sorrir.. Não chegava em lugar algum.. Aquilo tudo era tão vago e tão lindo ao mesmo tempo que eu nem me preocupava em chegar em algum lugar.. Mas foi sem querer que me deparei com uma porta estranha. Ouvi uma voz me dizer :- Entre, não sinta-se avontade. Mas simplismente saiba que apos entrar por essa porta, seu caminho não sera mais o mesmo.
Eu entrei. Não tinha como não entrar.. Meu caminho me levava somente aquela porta. E se eu não entrasse, eu cairia como meteoros, em planetas distantes e sombrios.
No meu primeiro passo, vejo varias de mim rindo de mim. Elas me faziam chorar. Me levaram a outra sala, e me mostraram um quadro enorme. O quadro era tapado com um pano sujo, velho. Me obrigaram a tirar aquele pano do quadro. Eu tirei. Vi um monstro horrivel naquele quadro. Aquela imagem era chocante. Inexplicavel. Olhei nos olhos do monstro do quadro. Eles eram olhos tristes, deprimidos e com um ar solitario e carente. A imagem começou a se mexer, conforme meus movimentos, se mexia de tal maneira que era possivel pensar que ele estava dentro de mim.
Uma lágrima vermelha escorreu dos olhos dele. Mas eu estava sorrindo. Ele não sorria, ele era serio e deprimido. Toquei o quadro com as maos, de tal forma que as mãos dele encostaram nas minhas, e em um piscar de olhos ele já era parte de mim.
Caminhei solitaria junto ao quadro que andava sem passos. Percebi que ele já não era parte de mim . Percebi que ele era eu. E vi que aquele quadro não era um quadro, e sim um espelho.

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